Técnicas de Comunicação Escrita

Publicada originalmente na década de 1980, a obra partiu de uma indagação fundamental do autor: o que devemos saber para escrever bem? (...) Como proposta de trabalho, o professor procurou elaborar um texto claro, objetivo e divertido. Começa com a história de um gerente apressado que, por medo de viajar de avião, pede à secretária que lhe compre uma passagem de trem para o Rio de Janeiro. Só que o gerente redige um e-mail tão confuso que a secretária acaba por comprar o bilhete errado. A partir daí, expõe as técnicas e os "segredos" da comunicação escrita.
Para Blikstein, a moral dessa história é "Quem não escreve bem... perde o trem!". Esse é o título do primeiro capítulo, que constitui a tese do livro: se não escrevermos corretamente, não obteremos as respostas que esperamos.
A nova edição desse livro da série "Princípios" confirma sua permanente utilidade e praticidade, na medida em que possibilita ao leitor conscientizar-se da importância de uma boa redação, seja aquela que serve de comunicação nas organizações empresariais, seja a elaborada no ambiente acadêmico.
"Não escrevemos bem no Brasil", esclarece Izidoro Blikstein. "Isso se deve a um equívoco histórico: confundimos a boa redação com o beletrismo, isto é, escrever bem é escrever nullbonitonull." Segundo o professor, escrever bem é, antes de tudo, escrever de modo claro, conciso e atraente. "As pessoas escrevem (e falam!) sem ter consciência do modo como a mensagem foi elaborada. Partem do princípio de que nullse está claro para mim, está claro para o leitornull, o que constitui um trágico engano."
A conseqüência desse equívoco, na avaliação de Blikstein, é a elaboração de textos confusos, obscuros e contraditórios, cujo resultado é ilustrado pela história contada acima, aquela do gerente apressado. "Quem não escreve bem, perde não só o trem, mas muitos outros bens: a calma, uma boa imagem e um bom cliente."
BLIKSTEIN, Izidor. Técnicas de Comunicação Escrita. São Paulo: Ática, 2006.


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